um pouco de história... #5


Continuemos a falar da História das histórias infantis...

Quem é que ainda nunca ouviu falar dos Irmãos Grimm?
Ou da "Bela Adormecida", da "Branca de Neve", "Capuchinho Vermelho" ou da "Gata Borralheira"? 
Estas e muitas outras histórias igualmente famosas foram publicadas, todas juntas, no livro «Contos da Infância e do Lar», há cerca de duzentos anos, em 1825. Esta edição foi ilustrada pelo irmão deles Ludwig Emil Grimm. A partir de 1823 apareceu uma edição inglesa ilustrada dos Contos da Criança e do Lar.
Esse livro dos Irmãos Grimm  é, ainda hoje, a obra de língua alemã mais traduzida e editada em todo o mundo.

O método de Jacob e Wilhelm Grimm - há duzentos anos, no princípio do século XIX - marcou o início de um processo de recolha de contos tradicionais que viria a ser seguido por todo o mundo.  Os irmãos recolheram diretamente da memória popular, as antigas narrativas, lendas ou sagas germânicas, conservadas pela tradição oral.

Inicialmente, os autores não tinham intenção de que este fosse um livro de histórias para crianças. Contudo, mais tarde em edições posteriores, os autores que haviam elaborado esta recolha etnográfica, começaram a preocupar-se em adequar os contos à sensibilidade infantil. Com este passo de adaptação dos contos, o objetivo dos Grimm foi também o de captarem aquilo que consideravam ser a verdadeira essência poética dos contos.
Os Irmãos Grimm não só recolheram os contos como também lhes deram o seu toque próprio, assim, pegaram nas historias da tradição oral germânica e compilaram-nas. Estas histórias não eram destinadas ao público infantil mas sim aos adultos, mas os irmãos dedicaram-nas às crianças por serem recheadas de contos mágicos e maravilhosos. 
Assim, estes autores conseguiram fundir dois universos que parecem muito distintos: o popular e o infantil.
Embora de uma forma suave, houve duas temáticas que assumiram um papel mais relevante: a solidariedade e o amor ao próximo. 

Pois é, os  "Contos de Grimm" não são propriamente contos de fadas e alguns especialistas dividem-nos da seguinte forma:

- contos encantados (histórias que apresentam metamorfoses, ou transformações, a maioria por encantamento);
- contos maravilhosos (histórias que contém elementos mágicos, sobrenaturais, integrados naturalmente nas situações apresentadas);
- fábulas (histórias vividas por animais);
- lendas (histórias ligadas ao princípio dos tempos ou da comunidade e onde o mágico aparece como "milagre" ligado a uma divindade);
- contos de enigma ou mistério (histórias que têm como eixo um enigma a ser desvendado);
- contos jocosos (humorísticos ou divertidos).

Se querem conhecer mais alguns dos contos de Grimm, heis uma pequena listas com alguns dos títulos mais conhecidos:

Branca de Neve;
Cinderela;
O Alfaiate Valente;
O Flautista de Hamelin;
O Ganso de Ouro;
O Lobo e as Sete Cabras;
O Príncipe Sapo;
Os Músicos de Bremen;
Os Sete Corvos;
Rapunzel;
Chapeuzinho Vermelho;
A Bela Adormecida;
Hansel e Gretel (João e Maria);
Rumpelstiltskin.



Certo é que, sem eles, estas histórias que hoje qualquer criança conhece, de uma forma ou de outra, estariam provavelmente perdidas e nunca teriam chegado até nós. 
Assim, é lógico que muitos especialistas chamem a estes «Contos da Infância e do Lar», o tesouro dos Irmãos Grimm.

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