o que é um bom livro para crianças...? #1


Ora vamos lá tentar esclarecer isto de um bom livro infantis...

Os livros infantis tanto podem ser considerados objectos de arte – e devem sê-lo! – como um mero artefacto comercial. 
Ora, as estratégias de markting pretendem colocar o gosto da criança no topo dos critérios de referência para definir o que é o bom livro. Muitas vezes recorre-se a soluções eticamente condenáveis, mas com resultados garantidos; por outro lado, os pais, num comodismo sonolento, limitam-se a embarcar nos mesmos padrões que servem para atrair as crianças.
Querem um exemplo concreto...? O fenómeno do Noddy.

É necessário esclarecer, que quando falo em livros infantis, penso nos que são dirigidos ao público infantil das crianças não leitoras, ou seja, entre os 0 e os 5-6 anos.
Quero desde já esclarecer que, nestas idades, o gosto da criança ainda não é um elemento de referência de primeira importância, pois ele ainda não existe de forma sustentada. O espírito crítico destas crianças ainda se encontra em formação, pois as suas vivências e o  conhecimento experiencial são muito limitados.

A boa receptividade a todo o tipo de histórias e de ilustrações mostra isso mesmo. 
As crianças são facilmente atraídas pelas narrativas de grande vazio no domínio do imaginário ou por imagens de traço e cor excessivos, sem qualquer margem de fruição plástica. Assim, numa primeira reação, põem de lado livros que implicam uma certa demora na sua descoberta. 

É necessário perceber o papel fundamental que a crítica desempenha no conhecimento do que existe no mercado e na orientação das leituras para crianças.
Durante muito tempo, não havia em Portugal uma revista especializada que fosse considerada uma fonte de informação credível para todos os interessados nesta matéria. de De vez em quando, surgiam na imprensa algumas recensões de qualidade assinalável, assinadas por José António Gomes e Vergílio Alberto Vieira, que permitiam aos leitores ter uma pequena noção do que se publicava para os jovens leitores. Mas este era um panorama francamente desolador quando comparado com o que se fazia um pouco por todo o mundo desenvolvido, onde mais de duas centenas de revistas especializadas orientam os interessados nesta matéria.

Actualmente, temos a revista Malasartes. Esta permite a bibliotecários, professores, animadores, pais e educadores em geral, obter informação específica, com um papel formativo assinalável na construção de um espírito crítico indispensável para se saber o que de bom se vai publicando.

Contudo, é notoriamente preocupante que muitos profissionais que trabalham com o livro infanto-juvenil e com crianças, desconheçam esta ferramenta. 

1 comentário:

  1. Professora de 1º ciclo, aqui me confesso não conhecedora da revista "Malasartes" (sou capaz de ter ouvido falar, mas apenas isso) ...
    No entanto, considero que sei escolher um bom livro para crianças - sendo que, tal como já li aqui, um bom livro para crianças é, acima de tudo, um bom livro.

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